Livro “Como ser um líder inclusivo” é lançado para apoiar empresas e profissionais que buscam a valorização da diversidade em todas as suas iniciativas

ViewImage

Num momento em que cada vez mais o mundo fala sobre a valorização das diferenças, igualdade de gêneros, racial, LGBT, garantia de direitos de públicos diversos, etc, é emergencial pensar até onde, ou até quando, as pessoas e as empresas realmente têm considerado a questão da valorização da diversidade como importantes para a evolução da humanidade e dos negócios.

E com o objetivo de lançar luz sobre essas questões e até dar dicas sobre o importante papel dos líderes na ampliação não só do debate, mas principalmente para a tomada de decisões com foco em ações eficientes que incluam esses públicos, seja nos quadros funcionais ou no dia a dia de cada ser humano, a especialista no tema Liliane Rocha, que é CEO da Gestão Kairós – consultoria especializada em Sustentabilidade e Diversidade decidiu relatar seus 13 anos de vivência em grandes empresas lançando o livro “Como ser um líder inclusivo”.

A obra tem como público-alvo líderes de qualquer área. “Quando eu comecei a idealizar o livro, queria impactar todas as pessoas, não apenas os líderes empresariais. Quero que minhas dicas e relatos alcancem todas as pessoas que, de alguma forma, ou em algum momento da vida exerce um papel de liderança. O livro pode ser lido por uma mãe de família, um pai, líderes comunitários, professores, gestores de empresas, ou seja, a sua mensagem pretende atingir todo mundo”.

São cerca de 80 páginas de uma leitura leve e objetiva que traz relatos, vivências e até dicas de como as pessoas devem pensar a valorização da diversidade nas suas vidas, nas pequenas ações e que buscam contribuir para que o mundo seja um lugar mais inclusivo, finalmente. “Em algumas páginas eu conto episódios de preconceito que já sofri por ser negra. O que pretendo é exemplificar e fortalecer aquelas pessoas que já passaram por isso e que buscam ter seus direitos garantidos”.

Um dos capítulos (Diversitywhashing) fala sobre como as empresas têm se “apoiado” no tema diversidade para lançar produtos, campanhas publicitárias e atingir os públicos de alguns segmentos, mas que fazem essas ações sem antes adotar uma política de inclusão de diversos dentro da própria organização. “Criei um nome para este tipo de iniciativa o ‘Diversitywashing’, tenho visto muito disso por aí, ou seja, empresas que se aproveitam do tema para obter lucro, mas que da porta para dentro não têm um programa sólido de gestão para Diversidade, o que é uma pena, pois a valorização da diversidade não se trata de uma moda que vai passar e quem não estiver ciente disso ficará atrasado em relação ao resto do mundo”.

O livro está sendo vendido por R$ 30,00 no site http://amzn.to/2u1pnrS

Sobre a autora: Liliane Rocha – É diretora executiva da Gestão Kairós – consultoria especializada em Sustentabilidade e Diversidade. Mestranda em Politicas Públicas pela FGV, MBA Executivo em Gestão da Sustentabilidade na FGV, Especialização em Gestão Responsável para Sustentabilidade pela Fundação Dom Cabral, MBA em Coaching pela Sociedade Brasileira de Coaching, graduada em Relações Públicas na Cásper Líbero.

Plataforma Meninas no Poder, da Plan International Brasil, leva representantes do Brasil para evento da ONU, em Nova Iorque

logo_meninasnopoder4_0

Plataforma Meninas no Poder, projeto da Plan International Brasil, que tem a finalidade de contribuir para o aumento da incidência política de meninas e é realizada em cinco cidades do país, dará a oportunidade para duas meninas brasileiras representarem os anseios de outras milhares, que diariamente buscam respeito e lutam por igualdade de gênero.  Larissa e Nicole vão participar, entre os dias 10 e 19 de julho, do evento High Level Political Forum, organizado pela ONU e realizado em Nova Iorque.

O High Level Political Forum é um evento que reúne organizações e instituições do mundo inteiro para analisar o progresso das nações em relação ao compromisso com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS´s). Esses Objetivos foram estabelecidos na Agenda 2030, documento assinado em 2015 por 193 países membros da Organização das Nações Unidas.

O evento acontece anualmente e nesta edição serão abordados os avanços nos seguintes ODS´s: ODS 1 (Erradicação da Pobreza), ODS 2 (Fome Zero), ODS 3 (Saúde e Bem-Estar), ODS 5 (Igualdade de Gênero), ODS 9 (Indústria, Inovação e Infraestrutura) e ODS 14 (Vida na Água).

As duas selecionadas para representar as meninas brasileiras, estão na Plataforma Meninas no Poder, desde 2016, e vêm participando das oficinas sobre empoderamento, liderança e igualdade de gênero. No High Level Political Forum elas mostrarão às organizações, instituições e autoridades que ter compromisso com os objetivos de desenvolvimento sustentável também é ter compromisso com um mundo mais igualitário, saudável e acolhedor para as meninas.

A escolha pelas representantes da Plataforma se deu exatamente por serem meninas com perfis bastante diferentes, mas com uma ampla noção de seus direitos e com a mesma vontade de mudar suas realidades. A definição de quem representaria as meninas brasileiras no evento da ONU, foi feita com base em suas biografias, enviadas pelas próprias garotas interessadas em participar.

“Fizemos uma seleção interna, onde priorizamos as duas pelo envolvimento com o tema e pela participação em outras iniciativas com foco no empoderamento. Estamos muito felizes por podermos oferecer essa oportunidade da Larissa e a Nicole e através da participação delas no evento, mostrar ao mundo as iniciativas brasileiras que têm como foco o empoderamento feminino, a garantia de direitos de meninas e a busca constante pela igualdade de gênero”, conta Bárbara Barboza, gerente da Plataforma Meninas no Poder.

Captura de Tela 2017-07-11 às 15.28.51

Sobre a Plan International Brasil

A Plan International é uma organização não-governamental de origem inglesa ativa desde 1937 e presente em 71 países. No Brasil desde 1997, a organização possui hoje mais de 20 projetos, impactando aproximadamente 70 mil crianças e adolescentes. A Plan International Brasil parte do princípio de que assegurar o direito de crianças e adolescentes é um dever e não uma escolha. Em 2011, lançou a campanha mundial “Por Ser Menina”, com o objetivo de acabar com as raízes da discriminacão contra meninas, exclusão e vulnerabilidade, por meio da educação e do desenvolvimento de habilidades. Como resultado dos esforços da Plan International, em 2012 a ONU instituiu o dia 11 de outubro o Dia Internacional da Menina. Para mais informações sobre a organização, acesse: www.plan.org.br

 

Foto: ©Divulgação

O que irá nos salvar da violência é a empatia

Por Semadar Marques

Moro em uma cidade que, assim como outras tantas no país, vem sobrevivendo bravamente a crescente criminalidade que está se alastrando e tomando a forma de um monstro vil e cruel, que nos faz querer passar o sábado à noite tomando um vinho debaixo das cobertas por puro medo de sair às ruas e não saber o que pode acontecer.

Os índices de violência aumentam vertiginosamente.

Mas a violência não está presente somente na criminalidade. Ela está em todos os lugares.  A simples interação entre as pessoas nas ruas e às vezes até na própria casa escancara uma intolerância gigantesca. Os nervos estão literalmente à flor da pele e a defensividade que vem do medo faz com que a gente veja as pessoas que não conhecemos como potenciais inimigos. O trânsito, a agitação do dia a dia nas grandes cidades esfrega isso na nossa cara o tempo todo. É como se estivéssemos presos dentro de uma panela de pressão prestes a explodir. A violência a que estamos expostos por questões sociais está nos tornando ainda mais intolerantes e agressivos uns com os outros.

A violência nasce da desconexão e da falta de empatia. Estamos distantes uns dos outros e ainda carregamos uma gama de preconceitos e dificuldades de olhar com compaixão quem está distante de nós. E nos eximimos da responsabilidade de fazer qualquer movimento de aproximação por achar que o Estado (que é o nosso reflexo) seja o único responsável a fazer algo pelo outro. E se esquece de que não sentir-se considerado e respeitado desperta de maneira bombástica a violência.  Ser esquecido, sem condições básicas de educação, saúde, sem saneamento e ter sua liberdade cerceada por todos os tipos de falta de oportunidade desperta o monstro da violência.

Quem é escutado sente-se valorizado e isso impacta diretamente nas atitudes que terá consigo mesmo e com os outros. Pessoas que maltratam, violentas e hostis, não tiveram experiências de acolhimento suficientes para que pudessem desenvolver a capacidade de empatizar com os próprios sentimentos e assim conseguir colocar-se no lugar dos outros. A falta de delicadeza e cuidado com o outro é resultado da ignorância e falta de diálogo consigo mesmo e com os outros e da inabilidade em validar as próprias emoções. E essa dificuldade está em todas as classes, em todos os lugares, representada de todas as formas.

A educação das emoções estimula a generosidade. Estamos diante uma grande insensibilidade, fruto de anos e anos de desprezo às instituições familiares do ponto de vista emocional. Aquilo que se parece ser parece ser mais importante do que efetivamente é.

Envolver e dar a oportunidade a todos para que exerçam suas melhores habilidades, sejam acolhidos em suas emoções e possam acreditar em seus sonhos e objetivos é o principal caminho para desviá-los da violência que possam vir a produzir no futuro.

 

Semadsemadar (113 de 130)ar Marques é educadora e palestrante especialista em Empatia, Propósito de Vida e Inteligência Emocional. www.semadarmarques.com.br

Entrevista: O autoconhecimento como ferramenta chave para o desenvolvimento de liderança

lideranca-feminina

Um bom líder precisa conhecer seus liderados, mas acima de tudo precisa se conhecer primeiro, pois o autoconhecimento é a forma mais indicada para se alcançar o sucesso na liderança. A busca do autoconhecimento realiza transformações e coopera de maneira grandiosa no crescimento profissional, pois a partir desse momento oportunidades começam a aparecer. Penando nisso, Deborah Toschi, Coach de carreira e mentora para líderes e profissionais de RH, dá algumas dicas de como ser um bom líder e obter o autoconhecimento. Confira:

Quem pode ser um líder?

Todos podem ser líderes, mas nem todos querem ou mesmo estão dispostos a bancar todos os desafios e o desenvolvimento que isto envolve. A construção da liderança, não se dá quando o profissional recebe a oportunidade. Quando ele recebe, ou melhor, conquista a oportunidade de ocupar uma posição de liderança ele com certeza já percorreu um caminho, pois naturalmente buscou seu desenvolvimento, apresentou habilidades e competências necessárias para isto. A oportunidade conquistada será dada de acordo com esta construção. Aqueles que porventura recebem a oportunidade, nem sempre querem, e não se prepararam para este momento, serão fortes candidatos a exercer uma chefia e não uma liderança aos seus liderados.

O que é preciso para ser um bom líder?

Autoconhecimento, pois sem esse mapa interno fica difícil navegar nos diversos mares, e marés do mundo corporativo. Você vai enfrentar mar calmo, mas muitos mares turbulentos. Se você não conhece suas habilidades, competências e mesmo seus pontos que precisam ser desenvolvidos, ficará mais difícil. Além disso, para transitar em uma arena política você deve apresentar uma alta capacidade de relacionamento, para transitar pelos diversos grupos hierárquicos. A resiliência, que é a capacidade de adaptar-se a mudanças e superar obstáculos rapidamente em momentos de crise, é outra competência muito exigida atualmente. Então todo e qualquer profissional precisa andar de braços dados com ela. Escuta ativa, pois a equipe pede a todo o tempo para ser ouvida, e o mesmo acontece com o seu líder direto, os seus pares e demais stakeholders. Planejamento e estratégia para gerar um bom desempenho e conquistar suas metas. Comunicação e gestão de conflitos também são importantes, pois é a base para ter um bom relacionamento. Poder de persuasão, pois sim você usará e muito com o seu time e para defender os seus projetos. Gestão e Desenvolvimento de pessoas. Porque coloco gestão e desenvolvimento, porque muitos têm uma boa gestão, mas focam no desempenho e não necessariamente se preocupam em desenvolver as pessoas do seu time.

Qual a principal dificuldade em refletir sobre si mesmo?

É muito difícil o indivíduo refletir sobre si mesmo, porque o ser humano não tem o hábito de trabalhar para si mesmo, buscar sua melhor versão. As pessoas ficam imersas a uma rotina mecânica e não colocam isto como prioridade. Mas, quando incluem qualquer atividade que propicie este autoconhecimento, geralmente se surpreendem e reconhecem o ganho e o valor.

Quais são os principais erros que um líder que não se conhece pode cometer?

Um líder que não se conhece não se sustenta na posição, ou mesmo obtém resultados significativos. Já está mais do que provado que muitos profissionais não deixam a empresa, eles deixam o líder. Em alguns casos a empresa pode não ser perfeita, mas se o líder possui aquelas competências que mencionei, está preocupado e desenvolve seu time, eles ainda podem ficar por mais tempo. Por outro lado, a empresa pode ser maravilhosa, mas o líder não é líder, neste caso não haverá chance de retenção. Além disso, a construção do seu legado será medíocre. Ele pode até ocupar o cargo, mas não construirá uma história reconhecida pelos demais.

Quais as principais ferramentas para se desenvolver?

Formação, leitura, participação em projetos dentro e fora da empresa, se envolver nos planos de desenvolvimento da sua empresa (não apenas cumprir tabela) e buscar atividades extras com profissionais da área. Participar de grupos de liderança, e buscar projetos de Coaching e Mentoria.

A opinião de terceiros pode contribuir para o autoconhecimento?

É muito importante a opinião de outras pessoas, pois você deve ter conhecimento sobre qual é o legado, a marca, a resultado que o seu trabalho causa no ambiente e nos grupos com os quais você interage. A opinião de terceiros ajuda muito no autoconhecimento, pois despertam muitas vezes o reconhecimento que aquele profissional causou no outro, e que ele pode até ter esquecido. A partir deste feedback também é possível apropriar ainda mais de suas competências.

Como o coaching pode ajudar no desenvolvimento de líderes?

Os profissionais preocupados com o seu desenvolvimento e crescimento tem sede de autoconhecimento. Muitos querem ir além das ferramentas organizacionais e ter um processo individualizado onde possam apresentar todos os seus incômodos, objetivos e metas. Existem aqueles que não encontram este espaço dentro da empresa e sabem da importância para suas carreiras, se sendo assim, decidem investir em um processo de coaching. O Coaching vai maximizar o potencial pessoal e profissional destes líderes, através do desenvolvimento de novos e efetivos comportamentos.
Todo processo visa alinhar as competências pessoais com as necessidades e perfis solicitados pelas empresas de forma a ampliar o desempenho e potencialidades de cada profissional. Além disso, o profissional também poderá construir um plano de ação para o seu desenvolvimento, e para os próximos passos na carreira, contemplando o curto, médio e longo prazo. O Coaching deve ser visto como um recurso não apenas em momentos críticos, mas também como um planejamento e prevenção para o futuro.
Uma das grandes ferramentas utilizadas neste processo é o Q.A (Quociente de Adversidade) é forma que utilizamos para medir o nível de resiliência. O profissional será estimulado a reconhecer o seu nível de resiliência diante dos diversos desafios profissionais cada vez maiores, ainda mais no cenário atual.

 

Foto: ©Divulgação

Educação Infantil – novas perspectivas

Diverse group of preschoolers.

Por Ana Paula Xavier

Já em seu terceiro ano de vigência, o Plano Nacional de Educação (PNE) ainda está longe de atingir sua meta. No que tange à Educação Infantil houve alguns avanços, mas os números nos mostram que ainda há um grande obstáculo a transpor. E nós, como especialistas, educadores, formadores e gestores, enfrentamos essa realidade diariamente. Somos também responsáveis por fazer com que essa engrenagem funcione bem e, a cada dia, se aprimore.

Dados recentes do IBGE indicam que há, na Educação Infantil, 7.972.230 matriculados. Há um evidente crescimento no atendimento de crianças de 4 e 5 anos (com 90,5% de atendimento), embora ainda haja 600 mil crianças dessa faixa etária fora da Pré-Escola. Já na faixa de 0 a 3 anos, a situação é bastante diferente: somente 30,4% das crianças dessa faixa frequentam a escola.

No entanto, devemos considerar que o cenário, embora ruim, conta com perspectivas positivas para os próximos anos. Uma delas é o avanço da Base Nacional Curricular Comum, que deve ser concretizada em breve.

Ao olhar para o recorte da Educação infantil, a Base enfatiza dois eixos estruturais: a interação e o brincar. Além disso, estabelece direitos e campos de experiências, que as crianças devem desenvolver ao longo dos anos da Educação Infantil. São eles: Conviver; Brincar; Participar; Explorar e Expressar.  A divisão em cinco campos compreende: O eu, o outro e nós; Corpo, gestos e movimentos; Traços, sons, cores e formas; Oralidade e escrita; Espaço, tempo, quantidade, relação e transformação.

Notemos que nesta fase de aprendizado, importantes mudanças já se estabeleceram a partir de 1996, quando a Educação Infantil deixou de ser vista como um espaço para a preparação do que chamávamos de primário para ser um espaço de desenvolvimento de habilidades. O foco conteudista mudou, o que é bastante positivo se pensarmos em preparar seres humanos, segundo as competências do século XXI.

E a BNCC dá enfoque a essas competências, com a ideia de integrar às habilidades cognitivas as chamadas habilidades socioemocionais. Traz, pela primeira vez, de forma explícita, a necessidade de articularmos a intencionalidade educativa com os conhecimentos vivenciados pelas crianças, criando novas perspectivas para esses sujeitos se relacionarem com o conhecimento. Além disso, traz mecanismos para pensarmos na transição dos educandos para o Ensino Fundamental I.

A prática antes da teoria ou a forma de equilibrar esses dois campos, o protagonismo do aluno e a troca com o professor, por exemplo, são caminhos inevitáveis.  Uma trilha pela qual deveremos passar e por onde deveremos também nos reinventar, como profissionais da Educação e como seres humanos.

Vejo ser um avanço para a Educação infantil que as instituições educacionais sejam reconhecidas pelo seu papel de origem: educar, e não apenas cuidar. E, assim, para todos os envolvidos nesse processo, dos educadores aos coordenadores e gestores.

 

Ana paula xavier _divulg _ Elias Gomes

Ana Paula Xavier é coordenadora educacional da FTD Educação e especialista em Ensino Infantil e Fundamental I. Pedagoga e Psicomotricista é educadora há 22 anos. Foi docente e ocupou ainda cargos de equipe técnica em escolas da capital paulista. Em 2010, passou a integrar a equipe de Consultoria Educacional da FTD Educação, com atuação em consultoria para a área pública. Publicou trabalhos em revistas da área de educação, com foco em repertório para professores de EI e EFI, como sequências didáticas e projetos interdisciplinares.

 

 

Foto: ©Divulgação

Universidade Corporativa para Mulheres

universidade-frame_1_

Por Leiza Oliveira

É fato que ainda temos uma discrepância entre o valor pago pelo trabalho prestado por mulheres e homens que ocupam o mesmo cargo ou têm a mesma formação acadêmica e profissional. Constatar essa realidade não a altera. Como gestora educacional sempre refleti como poderia diminuir as diferenças de gênero praticada em empresas. Quando fundei a Minds Idiomas, em 2007, enfrentei resistência por ser mulher empreendedora, e não ter tanto capital exigido no início de um negócio.

Venci as batalhas desse preconceito e hoje tenho mais de 70 escolas de inglês. Nas unidades temos mais de 500 colaboradoras, entre professoras, gestoras e a equipe do marketing. Para incentivar a gestão escolar entre mulheres, a Minds desenvolveu a universidade corporativa que consiste no treinamento delas para exercerem melhor a função, instigar o empoderamento feminino e acima de tudo as valorizar como profissional.

Os cursos da Universidade Corporativa acontecem de forma online e presencial. Além desse Centro de Estudos temos o cuidado de destinar 50% das vagas das escolas para mulheres. É perceptível que quando temos o público feminino na gerência, as franquias conseguem uma lucratividade superior e sinérgica com a rede franqueadora.

Uma das premissas adotadas pela Minds para tornar o ambiente igualitário é a liberação do vestuário, ou seja, todos funcionários podem se vestir como desejar. O importante é praticar a igualdade no ambiente educacional, acolher os alunos e debater nas salas de aulas, sempre em inglês, a importância da igualdade de gêneros.

É aquele velho ditado: A criança pode ser o que quiser quando crescer. Isso independente do sexo, classe social ou cor da pele. Se todas as instituições de ensino incentivarem a equiparação salarial, respeito mútuo e a diversidade, formaremos alunos(as) melhores em qualquer parte do mundo.

 

LeizaLeiza Oliveira é CEO e diretora educacional da rede Minds Idiomas. Fez magistério, ciências contábeis e administra um total de 70 escolas de idiomas. Possui escolas nas 5 regiões do país. Realiza treinamento de franqueado, lida diretamente com alunos e atualmente reside nos Estados Unidos para trazer tecnologia para dentro das salas de aula das escolas da Minds.

 

Foto: ©Divulgação

Pesquisa revela que os pais não acompanham os estudos dos filhos

Young woman watches how her child paints lying on the bed

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE/2015) feita pelo IBGE mostra dados preocupantes. Grande parte dos pais ou responsáveis não acompanha nem supervisiona adequadamente o desenvolvimento educacional dos filhos com idade entre 13 a 17 anos.

Segundo o levantamento 27,35% dos pais não sabem que os filhos faltaram à escola nos últimos 30 dias. Outros 20,5% desconhecem o que esses jovens fazem durante o tempo livre. Também chama a atenção o fato de que 51,35% dos responsáveis não verificam se as tarefas escolares foram cumpridas. Já 32,9% dos pais não entendem os problemas e as preocupações dos filhos.

A ideia de que escola e família devem caminhar juntas não é novidade, mas sempre causa discussões quando o tema é participação. Isso porque, em muitos casos, a educação dos filhos acaba terceirizada para as escolas.

Segundo a gerente pedagógica do Sistema Positivo de Ensino, Cleia Farinhas, a participação dos pais na vida educacional das crianças e jovens é fundamental e cabe à família introduzir às novas gerações temas como formação moral, educação ética e social. “Escola e família têm diferentes papéis e funções formativas, mas são complementares e essenciais na formação do indivíduo”, argumenta.

A pedagoga observa que os jovens aprendem pelo exemplo. Por isso é necessário que os pais ou responsáveis tenham um papel ativo na educação. “Se eu desejar que os filhos leiam mais, preciso ler na frente deles e com eles. Se quiser entender suas dificuldades, preciso estar disposto a ouvi-los de verdade”, complementa Cleia.

Pais atuantes, filhos seguros

Muitos pais acham que uma boa escola é suficiente para que os filhos tenham uma formação ideal. Contudo, esquecem de que outros fatores como atenção, participação e envolvimento são necessários para o desenvolvimento das crianças e jovens.

“Em casa, o mais importante é dar suporte emocional para que eles se sintam seguros e valorizados. Jovens pouco estimulados ou fragilizados emocionalmente transformam-se em alunos com problema de autoestima e autonomia – o que, inevitavelmente, vai comprometer o desempenho nos estudos”, ressalta a educadora.

As informações completas do PeNSE/2015 estão disponíveis no link.

 

Foto: ©Divulgação