Inofensivos, divertidos e engraçados? #sqn

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Por Cristina Corsini

Desafios lançados na internet viraram febre e vêm se tornando moda. A primeira vista, podem até ser engraçados, divertidos e, também, parecerem brincadeiras bobas e inofensivas… SÓ QUE NÃO! Ledo engano! Brincadeiras equivocadas e desafios pesados podem causar lesões sérias, danos irreparáveis no cérebro e, em casos mais graves, a morte de crianças e adolescentes.

Recentemente, virou notícia a morte de uma menina de sete anos. Motivo? A garotinha, curiosa acerca de um vídeo postado no Youtube – o “Desafio do Desodorante”, resolveu imitar o conteúdo inalando desodorante aerossol direto em sua boca, o que provocou uma parada cardíaca. Pouco tempo antes os noticiários anunciaram outra morte. Dessa vez provocada por complicações respiratórias devido ao “Desafio da Asfixia” – que consiste, basicamente, em prender a respiração de maneira mecânica, até perder os sentidos. A vítima? Um adolescente de 13 anos. Ah, sem esquecer, logicamente, as vítimas do Desafio da “Baleia Azul”.

O que mais assusta em tudo isso é que os vídeos, divulgadas como “brincadeiras” nas redes sociais, estão ali… ao alcance de todos… basta um simples click! Desafio do Desodorante, o da Pimenta, o do Martelo, o da Colher de Canela e inúmeros outros… todos com um grau de perigo para quem tentar realizá-los. Pois, são essas tais “brincadeiras”, que viralizam rapidamente, que já mataram mais de uma dezena de jovens brasileiros e deixaram outras centenas feridas.

Influenciáveis e suscetíveis, muitos aceitam os desafios movidos pela curiosidade e outros, por autoafirmação e para serem socialmente aceitos, mesmo tendo certa ideia de que não lhes parece certo.

Denunciar é praticamente impossível, porque, além dos vídeos lançados por canais e também por youtubers famosos muito mais preocupados em gerar “curtidas” e “visualizações”, ao invés do mal que aquele conteúdo pode causar, as pessoas que aceitam o desafio acabam, também, postando os seus vídeos na rede e, aí, tudo fica fora de controle.

Internet é muito legal, interessante e atraente! Pode, inclusive, representar um verdadeiro “parquinho de diversões” para as crianças e “point” para os adolescentes… Um espaço sem fronteiras, que oferece informações rapidamente, aprendizado, diversão e através do qual é possível se conectar com o mundo todo, o que é positivo, sem dúvida.

No entanto, o fato de crianças e jovens não estarem na rua e, sim, dentro de casa não pode ser considerado sinônimo de proteção e segurança. Ao acessar a rede é como se eles estivessem trazendo a “rua” para dentro de casa. A diferença? Antes eram as ruas de asfalto que geravam preocupação nos pais, hoje devem ser os “becos online”. Esse público corre perigo e está vulnerável, sim, uma vez que muitos dos perigos do mundo real estão no mundo virtual. Têm riscos e é perigoso que não podemos subestimar – imagens de conteúdo adulto, comportamentos agressivos, pedofilia, pornografia, tráfico.

Não tem como impedi-los de terem acesso à rede. Proibir o uso não previne e, muito menos, educa. É sabido que hoje o mercado dispõe de uma série de programas que filtram e bloqueiam sites. No entanto, isso é apenas uma ajuda; Não podem substituir o acompanhamento da família. Sem dúvida alguma, o único caminho para a proteção e educação é a orientação e assistência. O uso responsável e saudável da tecnologia por parte de crianças e adolescentes tem que vir acompanhado de abertura para o diálogo. Note bem, DIÁLOGO, não monólogo… só ficar falando “não faça” ou pregando “você não pode fazer tal coisa porque é errado”, de nada vai adiantar. É importante que o adulto seja um mediador que os ajude a desenvolver competências socioemocionais, tais como a autoestima e a autoproteção, bem como os ensine a refletir – antes de tomarem qualquer atitude, é importante ver se realmente aquilo é bom para eles e não agirem guiados apenas pelas emoções, mas com inteligência. Por fim, é necessário desenvolver uma relação de confiança.

No que diz respeito à escola, essa tem papel da essencial, pois é um espaço para disseminar informações e promover debates que alertam para o uso responsável da internet e para a construção de um ambiente digital mais ético e seguro.

Resumindo, o melhor controle parental ainda é a proximidade com as crianças e adolescentes. O importante é permitir o acesso, porém com regras e limites acordados. Afinal, não podemos priva-los dessa importante ferramenta de comunicação, pesquisa e diversão! Então:

1.    Criança e adolescente + tecnologia = trabalho para os pais e escola.
2.    Diálogo + confiança = internet segura.

Cris CorsiniCristina Corsini é psicopedagoga, orientadora educacional do Anglo Center Ville e coordenadora nacional do curso de pós-graduação em Educação Socioemocioal do IBFE (Instituto Brasileiro de Formação de Educadores)

 

 

 

 

 

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O desafio de administrar mais de uma escola em 2018

Algumas dicas simples podem facilitar o seu dia a dia na administração

Por Leiza Oliveira

Gerenciar duas ou mais escolas pode trazer desafios ao empreendedor. Porém, lembre-se que é nas dificuldades que vêm os ganhos. No caso de trabalhar com educação esses ganhos não são apenas financeiros. Envolve a formação de vidas e com isso o ganho do aprendizado desses alunos, professores, e todas as partes envolvidas de uma instituição escolar.

Áreas como administrativa, pedagógica e comercial fazem uma escola funcionar. Entretanto, sem sinergia e consciência que o bom atendimento é o que deve ser colocado em primeiro lugar, às unidades tende a falência. Na Minds Idiomas, por exemplo, é comum um franqueado ter mais de uma unidade. É ainda mais comum esse gestor ter sócios nas demais escolas. Logo, o desafio é de estabelecer um planejamento em cada estrutura, organizar o tempo despendido com cada local e dividir as tarefas. Para isso, estabelecemos a Universidade Corporativa que nada mais é que cursos presenciais e online para todos os colaboradores da rede Minds Idiomas.

Para ajudar você, gestor educacional, que tem mais de uma escola para administrar, seguem 5 dicas para gerenciar com competência e sem stress:

  • Defina prioridades para cada escola

Vale criar um planejamento mensal e seguir as diretrizes estabelecidas. É claro que imprevistos acontecerão, porém tentar seguir ao máximo com o planejado fará com que os custos e receitas de cada escola sejam bem estudados e não “fujam” do previsto. Mesmo que aconteça de ter que alocar quantias de uma unidade para outra é possível nesse planejamento realocar as finanças no mês seguinte e tornar os caixas de cada escola sadios.

  • Ouça os alunos

O que acontece em uma unidade não necessariamente vai acontecer na outra. Fique atento (a) quanto a isso. Cada indivíduo é único e captar como estão aprendendo é o papel de qualquer instituição escolar. Logo, crie canais eletrônicos e\ou converse pessoalmente com os estudantes. Esse “feedback” pode lhe ajudar a mudar a metodologia usada e enxergar o que é preciso ser mudado naquela unidade.

  • Dê treinamentos para os colaboradores

Vale um curso presencial e/ou online. O importante é toda a cadeia que faz a escola funcionar ser treinada periodicamente. Pode ser semestral ou anual. Cada colaborador precisa saber qual o seu papel, objetivos que deve percorrer e como crescer na carreira. Profissionais satisfeitos refletirão isso aos alunos. E todos só têm a ganhar.

  • Use a tecnologia

Muitos gestores escolares olham para os meios digitais como concorrentes. Aulas online e ensino a distância assustam muitos empreendedores. Entretanto, o ensino tradicional, olho no olho, pode ser intercambiado com a internet. O local para achar informações jamais substituirá a troca com outro ser humano. Assim, unir tecnologia para desburocratizar algumas atividades na escola pode ser de grande ganho para estudantes e funcionários. Sistemas que lançam notas ou mesmo conteúdo para o aluno(a) ler em casa pela internet são válidos.

  • Transparência é a arma do sucesso

Já sabemos que cada escola terá problemas e soluções distintas. Porém, algo comum a todas são as pessoas. Funcionários, alunos e pais compõem a estrutura escolar. Assim, tornar a visibilidade de dados acessível faz com que a sua escola ganhe credibilidade e resolva conflitos. Por exemplo: um coordenador pedagógico precisa saber o rendimento de cada professor e aluno. Assim como os responsáveis pelos estudantes precisam saber como eles estão caminhando no estudo e no convívio com os demais. Abra esses dados, sem medo, mesmo que tenha que enfrentar algumas represálias. É só na transparência que poderá corrigir as arestas de cada escola.

 

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Leiza Oliveira é CEO e diretora educacional da rede Minds Idiomas. Fez magistério, ciências contábeis e administra um total de 70 escolas de idiomas. Possui escolas nas 5 regiões do país. Realiza treinamento de franqueado, lida diretamente com alunos e atualmente reside nos Estados Unidos para trazer tecnologia para dentro das salas de aula das escolas da Minds.

O Coordenador Pedagógico como articulador do Projeto Político Pedagógico e a contribuição da Pedagogia Freireana para sua prática

 

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Por Marcia Gaddini

Ao pensarmos nas questões sobre o aperfeiçoamento da ação do coordenador pedagógico, a partir das contribuições da Pedagogia Freireana, se faz necessário compreender, dentre outros fatores, qual é o sentido da Pedagogia para Freire.

Danilo E. Streck, no Dicionário Paulo Freire, esclarece que não há uma pedagogia única, existe diversidade de formas atreladas aos momentos e contextos, o que implica no diálogo verdadeiro sobre a prática, a partir da vivência e da experiência, entendido como elemento para a formação na dinâmica dialética.

A necessidade formativa inicial e o desejo de aprender continuamente devem fazer parte das prioridades do professor na evolução da carreira, sobretudo quando o mesmo ambiciona tornar-se coordenador pedagógico. Portanto, o educador não deve apenas aceitar a realidade que se apresenta, mas também buscar maneiras de ir além, de buscar o conhecimento do outro, de oportunizar o desenvolvimento a partir da consciência desse conhecimento, possibilitando a transformação das adversidades do cotidiano. Este não deve conformar-se com a aceitação da realidade que se apresenta, mas sim apresentar formas de busca do conhecimento, de oportunizar o desenvolvimento a partir da consciência desse conhecimento, possibilitando a transformação das adversidades apresentadas nos desafios cotidianos.

Mais do que uma ciência que trata da educação, a Pedagogia é um conjunto de métodos que assegura ajuste de conteúdo. A partir dos ensinamentos de Freire podemos refletir sobre o processo de ensinar, que implica o de aprender e vice-versa, envolve a paixão de conhecer que nos insere numa busca prazerosa, ainda que nada fácil.

Para Paulo Freire antes de ensinar é preciso aprender. O bom aluno e o bom professor passam pela mesma necessidade da compreensão do aprender. Em Pedagogia da Autonomia, Freire estabelece relações sobre o ensinar. Ensinar exige conhecimento não apenas técnico, mas conhecimento das relações humanas, respeito ao próximo e amorosidade, reforçando a capacidade crítica do educando como ser social e histórico, como ser pensante, comunicante, transformador, criador, realizador de sonhos.

Segundo Freire, ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para sua produção. Sua concepção de educação libertadora tem uma visão humanista crítica, estuda-se o ser humano que aprende como um todo, sendo assim não podemos pensar apenas na dimensão cognitiva.  Não são considerados apenas conhecimentos, mas também escolhas e atitudes por meio de uma Educação dialógica ao pensar crítico diante de sua realidade.

Ao refletir sobre a formação do professor e os desafios da contemporaneidade, a mestre em Educação Joanete explicita de modo claro pontos referidos na pedagogia freireana, que versam sobre princípios e responsabilidades profissionais frente às questões adversas que enfrentamos cotidianamente, como a autora apresenta no trecho a seguir:

“Ser professor, na sociedade brasileira atual, é algo bastante complexo, pois o professor precisa ficar atento aos riscos que o contexto histórico lhe impõe, reduzindo por vezes, o conhecimento, ou seja o ‘saber’ ao ‘saber fazer’, por meio de técnicas, muitas vezes apoiadas em um discurso ideológico, pretensamente democrático. […]. É nessa sociedade marcada pelas desigualdades, que a necessidade de uma leitura crítica de mundo, que permita assumir a educação, enquanto direito cultural e não como produto do mercado, se impõe. Assim, não se pode perder de vista, na construção de uma identidade docente, o humano e o profissional”.

O Projeto Político Pedagógico (PPP) na escola é a referência documentada dos processos educativos discutidos, tal documento respalda determinadas decisões a serem tomadas pelo coletivo escolar, mas é importante ter entendimento do mesmo, com a interpretação à luz de um educador com a concepção ideológica crítica, assim sob o olhar da Pedagogia Freireana o PPP será uma referência dinâmica e viva.

Para que um Coordenador Pedagógico possa iniciar a reflexão sobre suas ações a serem desenvolvidas no contexto escolar, é necessário que tenha conhecimento do documento que define a identidade, embasa as ações e concepções, e indicam caminhos para o processo de ensino-aprendizagem.  Segundo a Pedagoga Prof.ª Dr ª Ana Maria Saul, na perspectiva freireana, currículo é a política, a teoria e a prática do que fazer na educação, no espaço escolar e nas ações que acontecem fora desse espaço, numa perspectiva crítico-transformadora.

Consideramos projeto por reunir as propostas de ação dentro de um determinado período de tempo; político por considerar a escola como um espaço de formação de educandos conscientes e críticos; pedagógico por organizar as atividades educativas imprescindíveis ao processo ensino-aprendizagem, documento este que indica caminhos a seguir para direção, coordenação pedagógica, alunos, familiares e demais funcionários de apoio.

Portanto, o Projeto Político Pedagógico contempla muito mais do que procedimentos: um projeto bem elaborado não deixa imprecisões sobre esse caminho; precisa ser flexível para se adaptar às necessidades de aprendizagem dos alunos; um projeto “vivo e real” que não fica “guardado”, mas ativo e inacabado, pois no decorrer do ano novas propostas vão permeando o fazer pedagógico e transformando-se em um novo projeto para ser apresentado no ano seguinte. Logo, o PPP é o exercício de elaboração do saber pedagógico para orientar a prática, não definitivo, é dinâmico e em contínua construção.

 

Marcia. Gaddini FTD pngMarcia Gaddini é Consultora Educacional da FTD Educação, mestranda em Educação – Formação de Formadores – PUC SP, trabalha e pesquisa sobre a formação inicial e continuada de profissionais da Educação. Especialista em Psicopedagogia pela Faculdade Oswaldo Cruz e Licenciada em Pedagogia com Habilitações em Administração Escolar e Orientação Educacional / Vocacional pela Faculdade Campos Salles. Atua há 20 anos na área educacional como docente em todos os segmentos da Educação Infantil ao Ensino Superior; também foi Coordenadora Pedagógica em Colégio Confessional em São Paulo.

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Quais atitudes dos pais podem ajudar ou atrapalhar no desempenho das crianças na escola?

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Por Gislene Maria Magnossão Naxara

Em mais de 30 anos de atuação na área de educação percebi que os pais precisam ser parceiros da escola, para que a criança perceba que eles e os colégios têm as mesmas atitudes em relação à aprendizagem. Quando falamos em educação, cada família tem a sua estrutura, já a escola trabalha com o coletivo. Ou seja, cada criança vem de uma família diferente, com crenças diferentes, mas o colégio tem uma rotina específica, que traz não só as questões pedagógicas e de aprendizagem, mas também as questões de limite, e acima de tudo, de respeito. Para a fase infantil, ter uma rotina é muito importante e a escola contribui com isso. Quando a família escolhe a instituição de ensino para o filho, é necessário que ela acredite nos valores e na proposta pedagógica que ela possui, para poder validá-los. A criança tem que saber que a atitude de ambas é a mesma.

A família também precisa caminhar junto à escola, pois se ela traz algo diferente do que a escola oferece para a criança, que passa grande parte do dia dentro do colégio, acaba atrapalhando o desenvolvimento infantil. Os familiares ajudam a escola quando acredita no trabalho da escola. A criança precisa ter a certeza de que a linguagem é a mesma, em casa e na escola, assim ela sai ganhando com isso. Como coordenadora pedagógica da Educação Infantil no Colégio Salesiano Santa Teresinha, na Zona Norte de São Paulo, percebi outras atitudes importantes de pais e responsáveis que ajudam a proporcionar momentos de estudo com qualidade aos educandos que gostaria de compartilhar.

Não há necessidade de obrigar a criança a estudar após o colégio. Para ela, a aprendizagem é muito espontânea e significativa. Portanto, uma atividade muito formal numa fase inicial não se faz necessária. Vale muito mais um tempo de leitura junto à família do que horas de estudo. Porém, você rever o que seu filho aprendeu na sala de aula, sentar com ele para que ele conte o que fez na escola, isso sim ajuda, além disso, ver e acompanhar a tarefa de casa é muito importante, pois nessa fase, a tarefa que vai para casa tem o intuito de formar a rotina de estudo. É fundamental que a criança tenha um período para essas tarefas que a escola envia, pois é a escola que dosa esse tempo necessário mediante as tarefas solicitadas. Não precisa de horas e horas de atividades e estudo na infância, mesmo porque num primeiro momento ela vai se dedicar, depois não mais, será algo mecânico.

Ela deve ter uma rotina, por conta disso são enviadas tarefas de acordo com a faixa etária que trará essa rotina. Dedicar um tempo curto para que a criança possa repensar o que ela aprendeu ou o tempo da demanda da tarefa que a escola encaminhou ajuda bastante. A família auxilia essa rotina. Se todo dia a criança tem tarefa, então todo dia ela sentará para fazê-la naquele momento, longe de brinquedo, televisão e outros aparelhos ou objetos que possam distraí-la. Outro ponto que pode ajudar é reforçar a postura de estudante e, por exemplo, evitar levar a criança para passear sem antes ter o tempo da tarefa, o que acaba mostrando que a escola está em segundo plano e que outras atividades são as prioridades.

Sendo assim, o tempo de tarefa que a escola solicita deve ser respeitado, pois a criança passa a entender qual é sua responsabilidade e vai inserindo uma rotina adequada de estudo. A quantidade de horas que uma criança precisa ter de estudo fora da sala de aula deve aumentar gradativamente. Para uma criança pequena, de 4 a 5 anos, uma tarefa de 30 minutos dá conta de uma dedicação efetiva nesse momento. Conforme ela vai crescendo, o tempo vai aumentando, pois, a necessidade é outra.

Na infância, ela passa pelo processo de construção do próprio conhecimento, mas com o passar do tempo o contato será com temas mais conceituais, que necessitam de mais estudo e pesquisa, ou seja, de um período maior. E quando, mesmo pequeno, mostramos que esse tempo de estudo é importante e mostramos que não é opcional, trabalhamos a postura de estudante e isso vai aumentando gradativamente, para que essa postura seja fortalecida e para que a criança dê conta da demanda que crescerá durante a vida escolar.

Gislene Maria Magnossão Naxara é Coordenadora Pedagógica da Educação Infantil e 1° ano do Colégio Salesiano Santa Teresinha, atua na área de educação há 32 anos. Formada em pedagogia e pós-graduada em psicopedagogia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, ela também cursou especializações em didática de 1ª a 4ª série, semiótica e aprendizagem cooperativa com novas tecnologias no estilo Salesiano.

 

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Os desafios em sala de aula

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Por Ana Regina Caminha Braga

Nosso país vem apresentando dados preocupantes na educação. Segundo estatística divulgada em 2015, pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o professor brasileiro chega a perder 20% do seu tempo em sala tentando colocar os alunos em ordem para, a partir de então, lecionar. Tais dados me preocupam, e devem ser levados em consideração não só pelos órgãos responsáveis, mas por toda a sociedade, para que medidas possam ser tomadas e esse quadro melhorado. Mas nós professores, também podemos adotar algumas medidas para melhorar essa situação.

Planejar o que pretende ser executado em sala e tentar prever esse tipo de situação pode facilitar a tarefa do professor no dia a dia. Desde as primeiras séries é fundamental ao docente ter um planejamento de aula, por exemplo, quando um aluno termina sua atividade antes da turma, naquele momento o professor já deve ter algum tipo de atividade que possa entretê-lo enquanto os demais finalizam a mesma tarefa. Esse tipo de atitude evita que o aluno fique muito tempo desocupado e acabe tirando o foco dos demais.

Inúmeras estratégias podem ser pensadas para facilitar a vida do professor em sala, voltamos aos exemplos. Quando ele percebe que existe em sala um aluno mais ativo que os demais, uma boa estratégia é convidá-lo para ser seu ajudante em sala, para auxiliá-lo em determinadas tarefas, assim a criança fica mais concentrada em sua nova função. Nós professores devemos ter claro o nosso papel, devemos demonstrar nossa autoridade em sala, não autoritarismo, mas sim o respeito.

Esse tipo de pesquisa nos ajuda a mapear não só o ambiente de aprendizagem, como as condições de trabalhos dos docentes, para que assim possamos redefinir políticas e adequa-las para o desenvolvimento da educação brasileira. O Brasil é hoje, o país que mais perde tempo de aula, já que a média apontada pela OCDE é de 13%, enquanto atingimos os tais 20%, isso precisa ser analisado e melhorado.

Outro dado que me chamou a atenção nessa mesma pesquisa, diz respeito à violência praticada contra professores. O país também lidera o ranking em casos de intimidação verbal de docentes. São problemas sérios, que em algum momento da vida acadêmica, nós, talvez, precisaremos enfrentar. Não podemos negar que eles existem, mas temos que trabalhar para que essa realidade melhore.  A falta de respeito e a agressão em sala tornam-se cada dia mais recorrentes e uma das únicas possibilidades de cessarmos este problema é a prática de punição, policiamento e leis que possam amparar tais situações.

 

ana 3x4Ana Regina Caminha Braga é escritora, psicopedagoga e especialista em educação especial e em gestão escolar. Contato: anaregina_braga@hotmail.com

 

 

 

 

 

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7 passos para ter uma vida mais organizada em 2018

Fique de olho nessas dicas para ter a sua escola funcionando bem no próximo ano

Por Leiza Oliveira

O ano novo se aproxima e com ele as novas metas que fazemos. Todos sabem que estipular decisões é bem mais fácil do que seguir nelas. Então, como manter a persistência e o foco nas resoluções que listamos em Janeiro? Algumas pessoas ao ouvir e\ou citar a palavra organização já associam a algo difícil e burocrático. Porém, graças a ela, a tão temida organização, Aristóteles conseguiu reunir os pensamentos filosóficos e Freud criar a psicanálise. Imagina o que o simples fato de planejar e cumprir as metas pode fazer pelo seu negócio.

Sendo assim, me debrucei em alguns estudos neste ano para realmente cumprir com algumas metas e mais do que isso fazer com que esses objetivos fossem facilmente cumpridos nas minhas 70 escolas em todo o país. Foi um grande desafio, já que além de ter que me influenciar para cumprir as atividades ao longo do ano, teria que multiplicar esse conhecimento para cada gestor das unidades realizarem o estipulado.

Em Janeiro de 2017 fiz um planejamento de uma ação por mês nas escolas de inglês até Dezembro deste ano. O projeto deu tão certo que tivemos 100% de aproveitamento. Ou seja, apesar das dificuldades de cumprir com o que traçamos, e claro algumas adaptações em cada situação, conseguimos finalizar todas as metas. Esse é o primeiro segredo: estipular micro metas, ou seja, uma meta por mês. O nosso cérebro tende a poupar energia quando nos concentramos em uma ação por vez. Logo, o primeiro grande erro que nós seres humanos cometamos no começo do ano é criar metas absurdas, sem colocar um prazo, e em grande quantidade.

Para ajudar você, gestor educacional, a ter uma escola operando melhor em 2018, seguem 7 passos para ter uma rotina mais estruturada no novo ano:

  • Crie um horário fixo para despertar

A nossa mente é programada para a execução de tarefas ordenadas. Logo, não use a função soneca do despertador e crie o hábito de levantar no mesmo horário. O seu corpo se manterá mais disposto ao longo do dia e aumentará os níveis de concentração.

  • Inclua atividades físicas

Sim, organização, metas e objetivos profissionais tem haver com movimentação do corpo. Já ouviu aquele velho ditado: mente sã em corpo são, pois é facilmente aplicado no mundo dos negócios educacionais. Valem dedicar 30 minutos apenas por dia, mas é preciso regularidade em algum exercício. Além de liberar hormônios que provocam satisfação, o gestor educacional começa a perceber o quão valoroso é a prática de se exercitar e pode se tornar multiplicador na própria escola. Incentivando professores, coordenadores pedagógicos e estudantes.

  • Crie micro metas mensais

Como citei acima não adianta ampliar muito as metas, colocando objetivos inatingíveis e em números irreais. Trace de uma a duas metas mensais. Foque em terminá-las e se possível quantifique o tempo que usou para concretizá-las. Dessa forma, você terá controle do que fez. Estamos em uma era em que somos muito demandados por informações, seja por smartphone ou\e gestores, logo ter uma planilha com controle das nossas atividades gera alívio interno que fizemos o melhor daquele dia.

  • Seja bondoso (a) consigo mesmo

Isso é, caso aconteça algum imprevisto e você não consiga completar a meta estipulada mensal 100%, volte para analisar o que ficou pendente e planeje como cumpri-la no mês seguinte. Por mais que planejamos, às vezes há acontecimentos que fogem do previsível. Seja generoso com você mesmo e “arregace” as mangas para finalizar a meta nesse próximo período.

  • Se alimente bem e coma devagar

Muitos profissionais, principalmente os que atuam em escolas, “pulam” as refeições ou comem rápido demais. Seja pela demanda dos alunos ou por pensarem que dessa forma estão otimizando o tempo. Trata-se de um grande engano. A nossa mente para trabalhar bem e ser irrigada de sangue precisa ter no corpo substância benéfica que são oriundas do consumo e processamento correto dos alimentos. Por isso, dedique pelo menos 45 minutos para as refeições, deixe o celular longe, e relaxe. O momento das refeições é o instante de descanso do seu cérebro, haja coerente nesses momentos para depois conseguir exercer bem as suas atividades.

  • Dê feedback para os que percorrem as metas com você

Seja você um colaborador que cumpre as metas ou o planejador delas, dar um feedback do andamento é a melhor forma de se enxergar até onde caminhou. Dependendo da escola, uma meta criada no começo do mês pode tomar outros contornos se analisada quinzenalmente, por isso analise o andamento da execução. Uma boa dica é criar um relatório semanal e compartilhar com os demais as ações.

  • Inclua o lazer na sua rotina

Vale assistir um filme com os amigos, tomar um café em um lugar diferente, e\ou jantar com alguém querido. Lembre-se que para o seu cérebro pensar e agir, ele precisa ter combustível para isso. Lembrar-se das recompensas de cumprir as metas é importante. E uma das maiores recompensa que o ser humano pode ter é compartilhar momentos bons com os outros. “A felicidade só é real quando é compartilhada”, do filme Natureza Selvagem.

 

Leiza

Leiza Oliveira é CEO e diretora educacional da rede Minds Idiomas. Fez magistério, ciências contábeis e administra um total de 70 escolas de idiomas. Possui escolas nas 5 regiões do país. Realiza treinamento de franqueado, lida diretamente com alunos e atualmente reside nos Estados Unidos para trazer tecnologia para dentro das salas de aula das escolas da Minds.

Está pensando em reformar o a sua escola para 2018?

Fique de olho nessas dicas para não ter dor de cabeça

Por Leiza Oliveira

O ano novo se aproxima e com ele vêm as ideias de melhoria dos nossos negócios. Faço a gestão de mais de 70 escolas de inglês, da rede Minds Idiomas, e por trabalharmos em um sistema de franchising há padronização em todas as unidades. Manter esse padrão, incluindo a arquitetura/estrutura, não é uma tarefa fácil. Afinal, o Brasil tem mais de 8.516.000 km² de extensão e a Minds está presente nas 5 regiões do país.

Logo, é preciso um planejamento para realizar as reformas dessas escolas. Todavia, conseguir os mesmos fornecedores, obter prazos coerentes, ou mesmo reduzir o tempo das escolas fechadas para reforma, são alguns dos desafios que temos nessa época do ano.

A maioria das matrículas acontece em Janeiro. Mesmo em negócios que não são do segmento educacional exigem uma renovação física e interna para um bom começo de ano.

Por isso, implantei na Minds um planejamento desde começo de Setembro, com os mais de 100 franqueados. Que contempla: fases da reforma, análise dos custos e receita disponível em cada unidade. Para ajudar você, gestor educacional, seguem algumas dicas para não ter problemas nos reparos da sua escola:

Contrate uma empresa de gerenciamento – Em um primeiro momento você pode achar que este custo é desnecessário. Todavia, é o mais importante. Um gerenciador de obras é responsável por todos os outros prestadores de serviço. Isso fará com que fique mais fácil para você monitorar o andamento da obra. Afinal, estará centralizado nesse engenheiro (a). Pesquisa bem e contrate uma empresa bem avaliada;

Entre em acordo com o Engenheiro sobre o tempo de entrega – É aquele velho ditado, o combinado não sai caro, e no caso de reforma acertar o prazo de entrega é imprescindível para o sucesso da sua escola. Isso porque em Janeiro é o período que mais acontece matrículas. Logo, estar com a escola operando e bonita para receber os pais pode ser um critério de desempate para eles optarem pela sua instituição de ensino;

Seja criterioso (a) com o que realmente precisa reformar – Essa é outra dica que parece óbvia, porém difícil de aplicar. Quando estamos na situação tendemos a não enxergar outros lados, no caso da reforma outras “paredes”. Isso acontece porque ao reformar queremos deixar tudo como imaginamos, entretanto devemos ser realistas com a quantia que temos disponível para realizar a reforma, se realmente precisamos reformar aquela sala, o hall de entrada da escola, ou se a prioridade é modificar a fiação, por exemplo. Vale uma conversa com o gerenciador de obras e também com conhecidos. Lembre-se de não investir mais do que têm;

Acompanhe a obra – E acredite não necessariamente você precisa estar na obra da sua escola todos os dias. Há muitas empresas de gerenciamento que permite que o cliente monitore por meio de aplicativos, planilhas, imagens e etc.

Confie nos prestadores de serviço – É normal ficarmos ansiosos quando reformamos o nosso negócio, porém confiar em que está fazendo este trabalho também é algo importante. Uma reforma envolve muitos prestadores de serviço. Lembrem-se eles estudaram e tem experiência para mexer na estrutura da sua escola.

 

Leiza

Leiza Oliveira é CEO e diretora educacional da rede Minds Idiomas. Fez magistério, ciências contábeis e administra um total de 70 escolas de idiomas. Possui escolas nas 5 regiões do país. Realiza treinamento de franqueado, lida diretamente com alunos e atualmente reside nos Estados Unidos para trazer tecnologia para dentro das salas de aula das escolas da Minds.