Como explicar uma notícia de jornal para crianças?

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Por Maíla Sandoval

O mundo está bem assustador para criar filhos: basta uma notícia de jornal com cenas chocantes de violência para traumatizar os pequenos. Diante disso, alguns pais proíbem as crianças de assistirem aos noticiários. Se esses pais pudessem colocar seus filhos atrás de uma muralha que os protegesse de todo dano que a sociedade pude causar, eles o fariam. Porém, isso não é possível e nem saudável.

Por outro lado, há pais que não impedem seus filhos de ver os acontecimentos do mundo, e acreditam que tais notícias vão ajudá-los a amadurecer. Mas será que é possível ter equilíbrio nesse assunto tão delicado? Acompanhe conosco:

Proibir ou liberar?

Mais cedo ou mais tarde, é inevitável que a criança entre em contato com a dura realidade do mundo em que vivemos. Apesar disso, os pais podem amenizar muito o impacto dessa experiência.

Imagine a seguinte situação: um pai quer ajudar seu filho a perder o medo de tempestades. Qual seria a melhor maneira de conseguir isso? Seria uma boa opção, caso surgisse esse fenômeno natural, o pai abrir a porta de casa e empurrar o filho para rua para enfrentar a situação? Ou talvez, o ideal seja simplesmente trancar a criança no quarto para que não veja a chuvada? Ou ainda, na segurança do lar, explicar para a criança que não é necessário temer a tempestade: basta apenas se proteger dela?

O que faria um pai sensato? Fica óbvio que a terceira atitude é a mais correta. Do mesmo modo, a questão não é proibir nem liberar uma criança de assistir aos noticiários, mas sim, trazer conscientização e equilíbrio à conversa.

Como ter equilíbrio?

As crianças precisam ser protegidas de cenas fortes de violência, pois ainda não possuem a maturidade necessária para compreender tudo que acontece em sua volta. Apesar disso, os pais podem, aos poucos, estimular a percepção dos pequenos.

No entanto, talvez seja preciso filtrar que tipo de notícia de jornal seu filho verá. Por exemplo, em vez de sentar à frente da televisão ou do computador e esperar aparecer uma matéria que possa assistir na companhia de seu filho, o adulto pode apresentar para ele um noticiário feito para sua faixa etária.

Ao apresentar esse conteúdo para os filhos, os pais estarão preparando o solo perceptivo deles para que, na época certa, possam consumir informações mais densas e profundas.

Outro benefício é a influência que essa prática terá na educação dos pequenos, tornando-os mais capacitados para absorver os conhecimentos transmitidos no período escolar. Além disso, a criança desenvolverá o gosto pela leitura e o desejo de se manter informada sobre o que acontece em sua volta.

Sendo assim, do mesmo modo como precisamos dosar a quantidade de água com a qual regamos uma plantinha para que ela cresça com vigor, pais sensatos podem regular o tipo de informação que seus filhos terão acesso, mas não devem impedi-los do contato com as notícias.

Existe uma idade certa para os filhos verem notícia de jornal?

Em um artigo da coluna Delas, do portal iG, a pedagoga Elizabete Duarte diz que, ao aproximar-se da adolescência, as crianças estão em uma boa fase para que os pais permitam que os noticiários façam parte da rotina deles.

Segundo a pedagoga, nesse período eles já possuem um pouco de experiência de vida que os ajudará a entender as explicações dos pais sobre um assunto que viram em uma notícia de jornal.

Que cuidados ter ao permitir os noticiários?

Porém, cabe aqui um conselho: os pré-adolescentes não devem assistir às notícias sem um adulto por perto, pois ainda não têm a capacidade de entender tudo sozinhos. Por exemplo, imagine como cenas de violências, assaltos e mortes podem desesperar os pequenos, criando traumas que podem ser difíceis de tratar.

Por outro lado, quando os pais estão próximos aos filhos nessas ocasiões, eles podem explicar que essas situações ruins acontecem, mas isso não quer dizer que ocorrerá com eles. Além disso, podem aproveitar a oportunidade para ensinar sobre os cuidados que devem tomar para evitar perigos.

Enquanto acompanham os filhos nessas ocasiões, os pais podem aproveitar para saber o que os filhos pensam sobre os fatos que foram apresentados pelo noticiário.

Por isso, alguns pais decidem “puxar uma conversa” sobre uma matéria que está passando. No caso de quem possui filhos mais falantes, eles escutam atentamente suas reações diante das notícias. Dessa forma, podem ajudá-los a entender melhor o mundo em sua volta.

Entretanto, durante esse diálogo, é preciso que os pais não tentem impor aos filhos a sua maneira de ver os fatos que ocorrem no planeta.

Falando sobre isso em uma entrevista à Rádio Nacional da Amazônia, Josiane Gomes Soares — psicóloga e representante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente — ressaltou que não é saudável que os pais promovam seus conceitos pessoais para os seus filhos, e nem rebaixem alguém que pensa diferente deles na frente dos pequenos.

Ao surgir uma oportunidade de conversar, por exemplo, sobre uma notícia de política, o pai deve promover um diálogo saudável e incentivar seu filho a expressar sua opinião e a respeitar a de outros.

Acompanhar as crianças durante os noticiários também é perceber o quanto estão preparados ou não para continuar assistindo a esses programas. Se notar que esse hábito não está fazendo bem para seu filho, seria prudente suspender os jornais por um tempo e prepará-los melhor para que voltem a assisti-los no futuro.

Sendo assim, a partir da fase da pré-adolescência, cada pai avaliará qual é o momento ideal para que os seus filhos assistam às notícias do cotidiano e, com muito cuidado, vai prepará-los para os desafios da vida adulta.

 

Maíla Sandoval é forMaílamada em Letras pela Universidade de São Paulo, trabalhou com educação por mais de 15 anos, especializou-se na área e atualmente trabalha como consultora pedagógica no JOCA, único jornal brasileiro voltado ao público infanto-juvenil. Cursa Mestrado em Estados Literários, Culturais e Interartes no ramo comparatista da Universidade do Porto, em Portugal.

 

 

 

Foto: ©Divulgação

Como tornar o aprendizado de um segundo idioma mais fácil e prazeroso

Por Marianthi Boutsiavaras

Dominar uma segunda língua, especificamente o inglês, é o grande diferencial para aqueles que buscam sucesso profissional e fluência cultural. Porém, para muitas pessoas, estudar um idioma, às vezes, pode gerar desconforto e até mesmo insegurança. Em muitos casos falta motivação para que se obtenha sucesso no aprendizado.

A dica é considerar o hábito de aprender um idioma como um esporte, e não uma atividade acadêmica. O segredo está em buscar uma metodologia de ensino e materiais que abordem temas que o aluno goste e que lhe tragam prazer. É necessário ser divertido para ter o sucesso esperado.

Vejam 4 dicas infalíveis para aprender o segundo idioma com conforto e segurança:

  1. No Pain. No Gain (Sem esforço não há recompensa)

É importante que você saiba e entenda que não se aprende um idioma da noite para o dia. E aprender um idioma depois de adulto é uma tarefa que exige ainda mais esforço do que durante a infância. Por isso as palavras chave são: foco e determinação. Comprometimento. Não tenha medo de errar. Arrisque!

  1. Organização do espaço

Manter a organização no ambiente de estudo é essencial para que o processo de aprendizagem fique mais agradável. Também é importante ter uma mesa arrumada, um computador apenas com o necessário para não se distrair, dicionários em papel e/ou online, livros para consulta etc. A arrumação e todas as ferramentas permitirão ao aluno se dedicar aos estudos e aproveitar ao máximo o tempo disponível.

  1. Definir o melhor horário

Ser honesto e avaliar se conseguirá incluir o estudo do idioma na rotina. Se houver sobrecarga entre as atividades diárias, não tem jeito. É preciso estabelecer prioridades e abrir mão dos compromissos menos importantes. É necessário saber distribuir as horas de estudo para não deixar um espaço muito grande entre elas, sendo mais produtivo estudar quatro vezes por semana, uma hora por dia, do que quatro horas em um mesmo dia. Practice makes perfect! (A prática leva à perfeição!)

  1. Traumas nunca mais

Existem pessoas que adquirem traumas no primeiro contato com a língua. Algumas pela pressão dos pais, outras pela falta de habilidade de alguns profissionais. O importante é saber que nunca é tarde para começar ou recomeçar a aprender. Por isso busque no idioma situações que você goste, como um seriado, uma música, um filme, uma revista com um assunto interessante que prenda a atenção e desperte sua curiosidade.

 

MarianthiMarianthi 1 Boutsiavaras é superior em Gestão de Eventos e ex comissária de companhia aérea. Atua no mercado de educação como empresária há 24 anos, sendo diretora do Language Factory.

 

Somos iguais, mas temos diferenças!

Por Camila Ribeiro

O empoderamento feminino é um assunto que tem gerado grandes discussões pelo mundo afora, e não poderia ser diferente quando falamos de trabalho. Mesmo com tantas conquistas das mulheres, o machismo no meio corporativo ainda é grande, mesmo a mulher sendo um forte agente econômico.

O primeiro passo que a sociedade deve dar é enxergar que além do potencial que a mulher tem, ela precisa ser respeitada nas suas diferenças.

Por mais direitos que já conquistaram, a mulher ainda não conseguiu deixar a obrigação imposta pela sociedade de ser a responsável pela educação dos filhos e pela organização da casa. Mesmo muito já tendo avançado, é comum a mulher sentir que tem que dar conta de tudo para poder trabalhar tranquilamente, sem cobranças do marido, da família e da sociedade em geral.

Não é diferente com a mulher profissional da educação. Por isso, ela precisa de um gestor que compreenda que por mais competente que ela seja, se um filho ficar doente, é para ela que vão ligar. Não é querer que o gestor faça diferenciação no tratamento entre seus professores homens e mulheres, mas é que ele compreenda que a mulher ainda realiza a tripla função: profissional, mãe e dona de casa.

Conhecer um pouco do ritmo de vida de seus funcionários, fará que se crie um ambiente de respeito e cooperação. O gestor da escola precisa compreender que situações emergenciais poderão ocorrer, e que isso não desqualificará a profissional mulher. Isto é um processo transitório, mas que tende a diminuir ao passar dos tempos.

Ainda temos um longo caminho a percorrer para superar esta visão machista, e assim conseguir a realização plena da mulher no mercado de trabalho.

 

IMG_4579Camila Ribeiro é pedagoga, formada pela UTP (Universidade Tuiuti do Paraná), Especialista em Gestão Escolar (OPET, 2006) e Coordenação Pedagógica (UFPR, 2016). Atua como pedagoga desde 2009 no Município de Araucária, e desde o ano passado assumiu a direção da escola.

Evolução da carreira e maternidade

Por Deborah Toschi

A evolução da carreira em cada uma das fases vai depender muito da trilha que cada mulher optou por seguir. Antigamente tínhamos fases mais engessadas e etapas de maturidade pré-definidas, como, por exemplo, na faixa dos 30 anos você já deve ocupar um nível sênior, ou até de liderança. O foco aqui não é a posição que se ocupa, mas as responsabilidades que cada uma possui e as perspectivas de curto e médio prazo para o seu desenvolvimento profissional. São esses elementos que deverão ser ajustados com a chegada da maternidade.

Em todas as fases existem etapas que são inevitáveis para qualquer mulher, independente da idade, no momento que ingressam no universo da maternidade e precisam conciliar a sua vida profissional.

Vejo que existem cinco fases de maior atenção, são elas:

A notícia, pois parece simples informar ao chefe e demais envolvidos que você está grávida, mas nem sempre é assim. A Cultura da empresa e o estilo de liderança são pontos importantes para dar maior ou menor conforto na hora de contar a novidade, muitas vezes bate uma insegurança.

A produtividade, muitas se preocupam se conseguirão administrar sua produtividade e desempenho no mesmo nível, considerando as transformações físicas e emocionais que acontecem a cada mês. Será que serão vistas como competentes e capazes, “apesar” de estarem grávidas?

Outra fase chama-se Desapego, pois você terá que exercitá-lo para organizar suas atividades antes da licença maternidade e aos poucos se desconectar das demandas e projetos que acontecerão na sua ausência. É estranho pensar que você não estará ali durante um tempo, e que atividades e projetos “seus” serão conduzidos por outras pessoas. Será que terei espaço quando voltar?!

Em seguida vem a Licença Maternidade, onde muitas mulheres sofrem, pois se dão conta que aquele tempo “livre” realmente não é tão “livre” assim. Você não se tornará mãe e poderá ler todos os livros que estavam na fila de espera. Além disso, as mulheres entram em conflito no momento de retornarem ao trabalho e deixar o seu bebê longe parte do tempo. Terceirizar os cuidados para voltar ao trabalho é bem delicado. E quando você volta, tem uma fase de adaptação, pois não é uma “chave” que liga e desliga.

Por fim, chega o momento do Ajuste de Rota, onde a profissional, agora mãe, sente a necessidade de rever sua trilha de carreira, porque nem sempre o seu propósito será o mesmo dali para a frente, e é nesta fase que muitas clientes procuraram o coaching para repensar e planejar suas carreiras dali em diante conciliando a maternidade e demais expectativas pessoais e profissionais.

 

Deborah-2Deborah Toschi é Coach de Vida & Carreira, Sócia-Diretora da CAPIO Desenvolvimento Humano e Organizacional e Co-fundadora do Projeto Mães do Avesso. Contato: capiodho@gmail.com

Guia prático para o e-mail marketing do seu colégio ser bem recebido

Por Mônica Lobenschuss

Uma das principais dúvidas das instituições de ensino é sobre o relacionamento com os clientes que estão começando a conhecer o negócio e já passam a receber e-mails promocionais ou informativos. Será que eles vão fugir? Como conhecer esse limite? A resposta é muito simples: transforme a sua divulgação em um relacionamento! Isso significa mudar o foco da venda direta para uma espécie de namoro, uma verdadeira conquista.

Como em qualquer relacionamento, use estratégia: mostre as suas vantagens e conte histórias interessantes, para estabelecer uma conexão positiva e encantar o outro lado.

Comprovadamente, os conteúdos com valor agregado, relevantes para os clientes, trazem mais conversão que e-mails apenas promocionais ou informativos, pois os últimos só atendem os interesses de quem vende.

Então, anote as principais dicas para transformar a sua divulgação em uma conquista e, claro, aumentar as matrículas:

  • O primeiro passo é conhecer o seu público-alvo, em detalhes, para entender o que é importante para essas pessoas e o que pode funcionar na comunicação com eles, além da linguagem adequada;
  • Capriche no visual do seu boletim, para mostrar que o colégio está bem preparado e se preocupa com a imagem e a qualidade;
  • Antes de publicar informações comerciais, conte algo bacana, ligado ao seu segmento: pode ser uma dica para melhorar o estudo em casa, uma tendência mundial, uma pesquisa sobre educação, depoimentos de clientes sobre os resultados que tiveram com a sua marca, notícias da imprensa etc;
  • Aposte em links, para que o texto completo seja lido no blog que está no seu site. Assim, você aumenta a audiência da sua página e melhora a posição dela nos mecanismos de busca, como no Google;
  • Use os principais gatilhos mentais nos seus textos, como o da autoridade (mostre porque o seu colégio é diferenciado) e o da prova social (disponibilize depoimentos de clientes satisfeitos, para comprovar os resultados), por exemplo, além de abordar informações que eliminem, antecipadamente, as objeções que normalmente aparecem na mente dos clientes;

É muito importante que a sua comunicação tenha uma periodicidade, que funcione bem, sem exageros. Você pode mandar o boletim uma vez por mês, por exemplo. E lembre-se de oferecer, sempre, a opção de descadastrar as pessoas que não queiram mais receber.

 

Mônica LobFoto_MonicaSocialLoungeenschuss é palestrante, especialista em Marketing Digital e Empreendedorismo, colunista da EXAME.COM, docente de Comunicação, Marketing e Jornalismo pela UNICID e empresária há 16 anos. Já recebeu 5 Prêmios ABERJE e 6 Prêmios Unimed de Comunicação. Começou a empreender do ZERO há mais de 15 anos e hoje é sócia do CORE GROUP, que desenvolve projetos para marcas como Braskem e Sicoob, entre outras. Há 3 anos fundou a Social Lounge, primeira rede de franquias de agências de mídias sociais do Brasil, uma iniciativa inovadora, com cerca de 20 unidades no país. Desde então, dirige o projeto ACELERADORA DO EMPREENDEDOR, por meio do qual dedica-se a compartilhar com outros empreendedores do Brasil o que aprendeu em sua trajetória, por meio de palestras, cursos, mentorias e outros conteúdos. Contato: contato@monicalobenschuss.com.br

Carreira: Gênero ainda influencia a escolha do curso universitário

Prestes a escolher uma carreira, uma nova geração se vê diante de um velho desafio: superar o senso comum que dita determinadas profissões como femininas ou masculinas. Segundo análise feita pelo Guia da Carreira a partir dos dados do Censo da Educação Superior 2015 (publicado pelo Inep no fim do ano), as mulheres ainda se decidem por cursos de Ciências Humanas e ligados ao cuidado com o próximo, enquanto homens preferem Exatas e Tecnologia.Entre os 10 cursos universitários com mais matrículas de mulheres estão Pedagogia, Enfermagem, Serviço Social e Arquitetura. Os homens, por sua vez, dominam as mais variadas engenharias. Já as graduações de Direito, Administração e Ciências Contábeis apresentam um maior equilíbrio entre os dois sexos.

Para Fernanda Lapidus Hecht, gerente responsável pelo portal, vários fatores podem causar essa desproporção de gênero: “A formação do indivíduo na sociedade certamente interfere na escolha profissional, pois é comum que, na infância, as meninas sejam incentivadas a brincar de boneca enquanto os meninos são expostos a blocos de montar. Isso pode gerar, posteriormente, uma identificação com determinadas atividades”.

“O cenário pode ainda ocultar o receio de discriminação por parte de colegas, professores e mercado de trabalho”, argumenta ela. “Como resultado, essas carreiras com participação majoritária feminina ou masculina perdem com a falta de diversidade e de representatividade”, conclui Fernanda. Ela menciona o programa “Faculty for the Future”, da Schlumberger Foundation, como um dos exemplos de incentivo à equiparação de gênero e ao combate ao sexismo que ocorre lá fora. A iniciativa distribui bolsas de estudo para mulheres formadas em cursos de Ciências Exatas.

Outra consequência do paradigma descrito por Fernanda é a concentração das universitárias em poucas carreiras. Foram mais de 608 mil inscritas no curso mais procurado, Pedagogia, enquanto cerca de 381 mil homens ingressaram na graduação preferida deles, Direito.

Ao todo, mais de oito milhões de pessoas entraram em cursos superiores em 2015. Desse total, 4,5 milhões foram do sexo feminino, o equivalente a 57,1% do total, contra os 51,6% de participação que elas têm na população brasileira, segundo dados do Pnad 2015.

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©Divulgação/Guia da Carreira

 

O decidir das empoderadas

Como ser uma gestora capaz de ter bons argumentos e ações, lidando com meus sentimentos de uma forma mais leve e construtiva?

Por Yara Queiroz

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“Sim, tudo depende da pergunta, quanto mais profundamente perguntas, tanto mais veemente é a resposta – o gênio não fica a dever nenhuma; mas temos receio de perguntar e, muito mais de ouvir a resposta e de compreendê-la, pois isto nos custa esforço e dores, de outra forma, nada podemos aprender – de onde o tiraríamos? Quem pergunta a Deus, a esse ele responde com o Divino”  Bettina Brentano

Posicionamento claro, argumentações justas e cuidado com os sentimentos na hora de tomar decisões para dormir tranquila. Nos últimos 10 anos, esse sempre foi um desafio em minha jornada como gestora. Suponho que para você os desafios podem ser bem parecidos, certo?

Quem nunca teve uma crise de dor de barriga, ânsia de vômito, calafrios e enxaqueca em um dia de reunião sobre uma decisão importante a ser tomada? Quem nunca se deparou com a insegurança de não ter se preparado de maneira suficiente ou de não ter buscado as melhores alternativas para apresentar à equipe? Ou até mesmo aqueles casos em que a opção feita te causou um misto de fracasso e incompetência? E aqueles momentos em que vários eventos acontecem na família, com os amigos, os problemas aparecem nas finanças pessoais e você teve que tomar uma decisão complexa, mesmo emocionalmente abalada?

Realmente, esse empoderamento traz consigo inseguranças, que não estamos dispostas, muitas  vezes,  a  aceitar  na  mesma  proporção  que  o  poder,  sucesso  e  glória     que esperamos.

Principalmente quando falamos de gestoras responsáveis por empreendimentos que se propõem a cuidar da formação de crianças e adolescentes, onde a insegurança pode ser ainda maior.

Como participante de vários programas de empoderamento feminino e formação de lideranças educacionais, aprendi que para ser uma pessoa mais integrada e calma preciso que todas as minhas decisões sejam tomadas com base na minha conexão com o que estou tratando.

Essa conexão passa pelo princípio de ter em mente e também por escrito (no papel, no quadro, ou qualquer outro recurso visual), na hora de tomar uma decisão, qual é a pergunta que eu realmente quero e preciso responder. Também é importante saber de todas as imagens que eu e a equipe dispomos sobre o assunto em questão, sem atropelar nenhum processo.

Esse investimento na pergunta para escutar e me posicionar sobre um tema, o brainstorm com possíveis soluções de um problema e o ato de criar critérios para  decidir e elaborar um plano de ação fazem parte da ferramenta mais poderosa que aprendi nos últimos anos durante a formação de liderança facilitadora do Programa Germinar.

Processo decisório

Na hora de decidir, esse é um dos métodos que recomendo, mas também não é o único. Existem outros, como mapas mentais e lembretes na parede com informações de sua rotina.

Cheguei à conclusão que a organização visual, colocando cada tópico no seu lugar com suas devidas perguntas, respostas e ações, me trouxe a tranquilidade e a segurança de que minhas decisões estavam embasadas e que todas as possibilidade foram bem analisadas. Em consultorias, damos o nome de Gestão à Vista.

Também percebi que o frio na barriga e outros tantos sintomas podem ficar bem mais leves seguindo esses critérios e pode, consequentemente, garantir um sono mais tranquilo. Dessa forma, consigo fechar cada ciclo aberto sob a minha responsabilidade.

Desejo a você, leitora, que os nossos pensar, sentir e agir para trazer as decisões mais leves sejam parte de um processo constante para nosso empoderamento. Que o olhar cuidadoso para nossas sombras e dúvidas diárias nos permita manter o foco na principal pergunta que deveria nos mobilizar:

O que temos para cuidar aqui e agora, mantendo o respeito aos nossos sentimentos e às sensações dos outros, mas caminhando sempre para a ação e a tomada de decisões?

“O importante não é a perfeição com a qual conseguimos realizar o que deve provir da vontade, e sim que o que tiver de surgir nesta vida, por mais imperfeito que venha a parecer, seja feito uma vez para que haja um começo!” Rudolf Steiner.

 

FB_IMG_1490114791163Yara Queiroz é professora de inglês e empreendedorismo, facilitadora e consultora  em
projetos de formação jovem e gestão escolar. Administradora de Empresas, Facilitadora Social pelo Instituto EcoSocial (Germinar) e uma das 10.000 mulheres empreendedoras, Fundação Dom Cabral e Goldman Sachs. Site: http://queirozyara.wixsite.com/yaraqueiroz
Contato: queiroz.yara@gmail.com

 

 

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