Lições para praticar a igualdade de gênero nas escolas

Por Leiza Oliveira

Igualdade: para muitas pessoas essa palavra remete algo utópico e/ou difícil de ser aplicada na prática. As escolas são conhecidas muitas vezes pelo ambiente dividido em grupos e segmentados. Com séries como “13 reasons why” reacende a discussão do machismo e o estereótipo, muitas vezes, colocado nas meninas do ambiente educacional. Nesse contexto como nós, gestores educacionais podemos atuar para praticar a igualdade de gênero?

Quando comecei as escolas Minds, em 2007, enfrentei muita dificuldade por ser mulher e estar à frente de uma instituição de ensino. Por isso, sempre pensei em como colocar dentro das minhas escolas a igualdade de gênero e o combate ao preconceito. Já na primeira unidade da Minds, em Porto Alegre, desenvolvia nas aulas de inglês o tema sobre igualdade de gênero e promovia debates acerca do assunto para os alunos discutirem. Dessa forma, eles praticam o inglês e ainda discutem um tema importante.

Conforme a rede Minds foi aumentando, cresceu a minha preocupação de como manter as ações de igualdade de gênero nas escolas. A Minds deu um “boom” no ano seguinte, em 2008, e por isso optei pelo sistema de franchising. Para ter ações uniformes em todas as escolas optei por um treinamento assíduo dos franqueados. Nessa imersão da franquia além dos aspectos gerenciais e administrativos, abordamos temas educacionais, gênero, bullying e demais assuntos que valem ser discutidos na sala de aula.

Com esse treinamento do franqueado por meio da Universidade Corporativa Minds, que são treinamentos online e presenciais, conseguimos manter nas mais de 70 escolas, nas 5 regiões do país, a igualdade de gênero nas salas de aula. Tive essa preocupação porque no nosso país ainda temos diferença de gênero nas escolas e no mercado de trabalho. Ainda é uma realidade no País as diferenças de remuneração entre homens e mulheres. De acordo com dados da RAIS – Ministério do Trabalho e Emprego – trabalhadores com o mesmo nível de escolaridade apresentam diferenças no salário. Homens ganham em média R$ 5.572,28, enquanto as mulheres recebem R$ 3.357,34.

Além do franqueado temos a preocupação de treinar os gestores e demais colaboradores da rede Minds para a prática da igualdade de gênero. É fato que a igualdade de gênero deve ser feita fora e dentro da sala de aula. Todavia, os docentes têm a responsabilidade de passar os valores de igualdade para os mais jovens. Logo, é necessário treinar os pedagogos para praticarem o combate contra todo tipo de preconceito, seja referente a sexo, raça, etnia, cor, geração ou identificação de gênero.

Quando as escolas promovem debates com as/os alunas/os sobre a importância da igualdade supera os preconceitos e opressões, e minimiza a desigualdade, como a divisão sexual do conhecimento ou estereótipos. Isso promove seres humanos mais críticos e empáticos. Temos sempre que lembrar que a escola é um dos principais espaços que crianças e jovens interagem e formam os seus valores sociais. Logo, incentive a igualdade de gênero na sua escola.

 

LeizaLeiza Oliveira é CEO e diretora educacional da rede Minds Idiomas. Fez magistério, ciências contábeis e administra um total de 70 escolas de idiomas. Possui escolas nas 5 regiões do país. Realiza treinamento de franqueado, lida diretamente com alunos e atualmente reside nos Estados Unidos para trazer tecnologia para dentro das salas de aula das escolas da Minds.

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