Como conciliar a maternidade e a gestão escolar

Por Leiza Oliveira

A maioria das mulheres, principalmente brasileiras, estão sendo mães cada vez mais tarde, além de terem reduzido o número de filhos desejados se comparado há anos atrás. Essa é uma constatação com base em algumas pesquisas recentes, como, por exemplo, os dados apresentados pelo Ministério da Saúde que mostraram a diminuição da taxa de fecundidade da mulher no Brasil para 2,1 filhos contra 6 anteriormente. Além disso, a pesquisa do Registro Civil, de 2016, constatou que em 2005, 30,9% dos nascimentos, eram concentrados em mães que tinham entre 20 e 24 anos e após dez anos (2015) esse percentual caiu 25,1%.

Ainda de acordo com a pesquisa do Registro Civil de 2005 para 2015 o número de mães com mais de 50 anos cresceu 41%. Os cartórios registraram em 2005: 276 crianças filhos de gestantes com mais de 50 anos. Já em 2015 os cartórios registraram 388 nascimentos com mães na mesma faixa etária. Isso é reflexo da preocupação das mulheres com as suas carreiras.

No entanto, os filhos não devem ser considerados um impedimento para o crescimento profissional, pelo contrário, as crianças podem ajudar bastante as gestoras, professoras e outras milhares de mulheres que trabalham em ambientes educacionais a se tornarem pessoas e profissionais ainda melhores.

O segredo para enxergar os filhos como aliados para o desenvolvimento no mercado de trabalho, depende primeiro da mãe e do apoio que ela recebe da instituição de ensino que atua. Mais de 81% dos cargos nas escolas são ocupados pelo público feminino. Independente da gestão educacional ser feita por um homem ou uma mulher, a assistência a essa colaboradora deve acontecer desde a gestação até o desenvolvimento desse filho (a). Ela precisa de apoio principalmente porque há dificuldades tangíveis nos primeiros meses na conciliação de ser mãe e ter um trabalho.

Essa mãe/funcionária precisa sentir-se acolhida na escola pelos seus colegas e gestores. Nos desenvolvemos melhor como seres humanos quando praticamos empatia. Com isso, uma escola acolhedora, só têm a ganhar no dia a dia. 

E como posso apoiar a minha funcionária que será mãe?

Como faço a gestão de mais de 70 escolas de idiomas, em que 65% do meu quadro são mulheres, esta é uma pergunta muito recorrente dos supervisores de cada unidade. Atitudes simples podem fazer diferença e ajudar a colaboradora a conciliar: maternidade e sua função na escola, seja como docente, administradora ou qualquer outra atividade.

Criar uma periodicidade de conversa com a sua funcionária

O ideal é conversar com a funcionária uma vez por semana. Entenda como está a vida da sua colaboradora, como está o pré-natal e cheque o andamento das suas atividades/responsabilidades referentes a sua função dentro da escola. Estabeleça objetivos para ela cumprir durante a semana e mostre a importância dela para o sucesso do negócio. Muitas profissionais ficam com receio de perder o emprego em decorrência da gravidez.

Após o período de licença-maternidade peça para a funcionária contar a sua experiência

Poucos sabem o quanto as mães aprendem e como se sentem no período de nascimento e crescimento do bebê. Organize uma roda de diálogo para outras mulheres da escola participarem. Ao cuidar de uma criança recém-nascida aplicamos noções de divisão de tempo, além de aprendermos a lidar com o emocional e a buscar o equilíbrio nas situações estressantes. Tudo isso pode e deve ser aplicado no dia a dia no ambiente de trabalho.

Eu, Leiza Oliveira, sou mãe de dois filhos e faço a gestão de mais de 70 escolas nas 5 regiões do país.

 

Leiza

Leiza Oliveira é CEO e diretora educacional da rede Minds Idiomas. Fez magistério, ciências contábeis e administra um total de 70 escolas de idiomas. Possui escolas nas 5 regiões do país. Realiza treinamento de franqueado, lida diretamente com alunos e atualmente reside nos Estados Unidos para trazer tecnologia para dentro das salas de aula das escolas da Minds.

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