Novas competências escolares para o mercado profissional

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Diante da aprovação da reforma trabalhista pelo Senado, no dia 12 de julho, novas medidas serão implementadas no mercado de trabalho. Algumas dessas mudanças já vinham acontecendo de maneira informal, e agora serão legalizadas, enquanto outras são novidades tanto para o empregador quanto para os funcionários. Com isso, novas competências se fazem necessárias para suprir a nova demanda.

Escolas e faculdades deveriam começar a desenvolver nos estudantes esses conhecimentos, objetivando um melhor desempenho e inserção no mundo do trabalho em um futuro próximo. Novas disciplinas escolares, atividades em grupo, além de estimular o aumento das capacidades de comunicação, flexibilidade e autonomia são alguns dos pontos essências para os atuais e futuros profissionais.

A educadora e doutora em pedagogia pela PUC-Rio, Andrea Ramal, dá sete dicas de competências importantes para o novo mercado de trabalho:

Habilidade de negociação – Os acordos entre prestadores de serviços e contratantes poderão se sobrepor à própria legislação trabalhista. Isso vai requerer habilidade para chegar a consensos por meio do diálogo, traquejo no relacionamento interpessoal e prática para resolver conflitos.

Foco em resultados – Entregar o que lhe é confiado no prazo e com qualidade, com o menor gasto de recursos e a maior produtividade.

Autonomia, autodisciplina e processos de trabalho – O home office ou teletrabalho, regulamentado pela reforma trabalhista, é uma tendência apreciada tanto pelas empresas como pelos seus colaboradores, por aliar economia de recursos com qualidade de vida no trabalho. Para funcionar bem, requer organização, capacidade de gestão do tempo, planejamento do trabalho a partir de processos e bastante autocontrole.

Capacidade comercial e de marketing pessoal – Profissionais que prestam serviços têm passado a trabalhar por projetos e até mesmo para mais de uma empresa. Irão sobressair aqueles que souberem divulgar bem os seus talentos e montar uma carteira de clientes fiéis.

Flexibilidade e resiliência – O mercado de trabalho se tornou volátil e é comum que, ao longo do tempo, o profissional acabe assumindo novas atribuições, diferentes daquelas para as quais foi inicialmente contratado. Estar aberto a essa possibilidade, assim como administrar as próprias emoções ao lidar com situações adversas e com mudanças, são fortes diferenciais.

Disposição para trabalhar em grupo e respeitar diferenças – As empresas costumam montar equipes multidisciplinares e estas podem variar de acordo com cada projeto. Isso requer capacidade de ouvir os diversos pontos de vista e de exercer diferentes posições nos grupos – ora podemos ser o líder, ora coadjuvantes ou colaboradores. Conviver bem com as diferenças de cultura, raça, crença, posição política é essencial. Ter uma atitude inclusiva é ainda melhor.

Capacidade de aprender continuamente e se reinventar – Num mundo marcado por inovações tecnológicas e pela rapidez das mudanças, os conhecimentos se tornam obsoletos ou insuficientes em pouco tempo. Mesmo sem um professor do lado ou sem frequentar cursos formais, os profissionais deverão ter habilidade para aprender o tempo todo, mantendo-se atualizados por meio de processos de educação continuada.

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